quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Estilística, Coesão, Coerências e as Relações Lógicas nos Textos



Parte II

Para que um texto faça sentido, alguns termos linguísticos colaboram com as relações de coerência. Esses termos são encarregados de “orientar” os modos como as informações fornecidas no texto devem ser interpretadas, marcando a interdependência ente eles.
A coesão textual refere-se, assim, às relações de sentido que se estabelecem no interior do texto.
Enquanto a coerência textual se constrói na relação entre o texto e seu contexto, a coesão se constrói na inter-relação entre as partes do texto, fazendo dele um todo significativo. Por isso, dizemos que o fenômeno da coesão textual é solidário ao da coerência.
Cada um dos elementos que marca essa continuidade é chamado de elo ou laço coesivo. O encadeamento desses elos constitui a cadeia coesiva.
Na falta de marcas explícitas, a própria ordenação das ideias pode ser um elemento de coesão; chama-se, então, coesão por justaposição.
Elos coesivos são elementos linguísticos que, em um texto, vão retomando as ideias para dar continuidade aos sentidos textuais. A coesão referencial é constituída por termos linguísticos que remetem ao mesmo objeto, ou referente.
Um elemento dessa coesão – ou um elo coesivo – pode apontar para referentes fora do texto – na situação sócio-comunicativa – ou para outros termos já explicitados no texto.
Neste segundo caso, a relação entre os elos da cadeia coesiva pode se dar de diferentes maneiras (resumindo, comparando, acrescentando modificadores), envolvendo diferentes classes gramaticais, ou mesmo deixando subentendidos alguns elementos coesivos.
O importante é reconhecer a coesão referencial como um conjunto de “orientações” de retomada de uns elementos para a interpretação de outros no mundo textual.
O fenômeno linguístico de coesão sequencial estabelece relações de encadeamento entre as partes do texto, produzindo a progressão temática.
Além de ligar as ideias ou informações, os elementos da coesão sequencial provocam expectativas de continuidade de sentidos no texto e instruem o leitor/ ouvinte sobre como devem ser interpretados esses sentidos.
Elementos linguísticos cujo papel semântico é predominantemente de ligação, como preposições e conjunções, além dos advérbios, são os mais geralmente empregados nestes modos de estabelecer coesão. Mas, na falta deles, a mera ordenação de ideias (a justaposição), a reiteração (repetição) e a escolha de vocábulos semânticamente relacionados também podem exercer a função de dar progressividade ao texto.
Tanto a coesão sequencial, aqui enfocada, como a referencial, objeto da seção anterior, mantêm estreitos laços de solidariedade com a coerência na construção da tessitura textual; por isso, a situação sócio-comunicativa e a contextualização não podem ser desconsideradas nestes fenômenos linguísticos.
Para produzir sentidos, para ser coerente, um texto deve fornecer informações adequadas para que o leitor/ ouvinte seja capaz de construir uma representação do mundo textual. A s relações lógicas dão “pistas” sobre como essas informações devem ser organizadas. Reconhecer isso é parte das competências de leitura, de interpretação e de produção de um texto.
As relações lógicas de tempo têm a função de localizar os fatos ou eventos referidos pelo texto em “tempos” relacionados ao momento da interação.
A relação lógica de identidade estabelece a comparação entre elementos linguísticos que designam o mesmo obbjeto de discurso.Ou seja: há diversos nomes pelos quais podemos identificar um objeto quando lemos ou escrevemos um texto. Em uma língua natural, essa identidade nunca é absoluta e total porque o contexto de uso é relevante para criar certos efeitos de sentido ou estabelecer certa orientação na argumentação. O emprego de uma expressão pode antes indicar um objeto ou pode, também, sugerir uma crítica ou um elogio juntamente com essa indicação.
As “pistas” que levam ao reconhecimento dessas relações lógicas tanto podem estar mais intimamente ligadas aos elementos linguísticos que tecem a textualidade, como podem estar mais ligadas à situação sócio-comunicativa, “fora” do texto, articulando-o com o conhecimento de mundo dos interlocutores.
Embora as relações lógicas sejam, antes de tudo, operações de raciocínio lógico expressas linguisticamente, a organização lógica de um texto depende também da situação de interação, ou do contexto. Por isso, a escolha de como será feita essa organização corresponde sempre a uma interação comunicativa que está incorporada ao texto.
A negação é uma relação lógica que representa a exclusão, a rejeição de possibilidade de uma informação, um fato ou uma ideia.
Diferentes porções de um enunciado podem ser negadas: ideias expressas por uma palavra, uma oração ou uma conexão entre orações. Dá-se o nome de escopo da negação aos conteúdos de uma estrutura linguísitca que são negados.
Quando não fica muito claro qual o conteúdo negado, falamos de ambiguidade da negação.
Há várias maneiras de negar uma ideia. As expressões linguísticas mais utilizadas para negar uma informação podem ter a extensão mínima de um prefixo, de uma palavra ou até constituir uma oração e um enunciado inteiro. Alguns exemplos são: não, nenhum, nada, ninguém, nem; nego que... , refuto que … , deixe de …. , pare de …. ; não é verdade que … , é falso que …; deixe de … ; pare de … , não é verdade que …. , é falso que …. Além desses, temos ainda os prefixos que negam: infelizmente, desfazer, sem-terra, não pertinente, etc.
Negativas também podem ser usadas para expressar afirmações quando queremos, por exemplo, amenizar a força da afirmação ou orientar a compreesão do texto para determinadas reações no leitor/ ouvinte. Por isso, a dupla negativa em língua portuguesa nem sempre corresponde a uma afirmação.
Algumas frases-feitas são sempre usadas na forma negativa, e sua correspondente afirmativa povoca efeitos de sentido diferentes, como na expressão não vale um tostão furado.
Um texto, em geral, se constrói a partir de informações sobre o tema escolhido e sobre relações lógicas que buscam o fio condutor da coerência das ideias entre si e com a situação em que é produzido.
Muitas das informações nem precisam ser explicadas porque decorrem de ideias já expressas no texto. Pelas relações lógicas recuperam-se tais significados implícitos.
Na relação de hiponímia reconhecemos a abrangência de sentidos dos conceitos e ideias, estabelecendo a hierarquia ou subordinação dos elementos, hipônimos. Sua contrapartida é a hiperonímia, que focaliza a superordenação dos elementos de uma classe, os hiperônimos.
Relações de condição e de conclusão também marcam a construção de significados implícitos.
A língua dispõe de variados recursos para marcar as relações lógicas que constituem a textualidade e funcionam como “pistas” para a depreensão lógicas são parte das relações de coesão e coerência de um texto.
Como o conhecimento partilhado pelos interlocutores e as finalidades comunicativas são fatores decisivos para marcar essas orientações, os gêneros textuais são relevantes na construção lógica do texto – e na consequente busca de coerência.
A flexibilidade nas marcas linguísticas dessas relações está intimamente relacionada ao gênero. Em geral, textos que exploram mais a linguagem poética exigem menor articulação entre as relações lógicas; textos que objetivam maior grau de “cientificidade” fundamentam-se em fortes relações lógicas.


Texto I e II baseados no Caderno de Teoria e Prática 5 do Programa GESTAR II.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estilística, Coesão, Coerências e as Relações Lógicas nos Textos -



O enterrado vivo





É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.

É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.

É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.

É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.

Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.



Drummond e a pedra no caminho:
caricatura de Alvarus (1941)

Neste poema Drummond oferece mais um exemplo da "estilística da repetição"




Parte I


A Estilística é uma das disciplinas voltadas aos fenômenos da linguagem. Definindo de forma simples, é o estudo do estilo.

No domínio da linguagem, o estilo é conceituado de várias maneiras pelos estudiosos da Estilística. De modo geral, as definições consideram-no como o resultado da escolha dos recursos expressivos capazes de produzir os efeitos de sentido motivados pela emoção e afetividade do falante.

A Estilística estuda os valores ligados à sonoridade, à significação e a formação das palavras, à constituição da frase e do discurso.

No plano sonoro, vários recursos estilísticos podem ser usados: os fonemas, o acento, a entonação, a altura e o ritmo de sílabas, palavras e frases.

A harmonia imitativa é a combinação de recursos sonoro diversos, baseados na repetição de sons e no ritmo.

No plano da palavra, a metáfora e a metonímia constituem importantes recursos de estilo, assim como as tonalidades emotivas das palavras, que indicam a emoção, o sentimento do falante. A formação de palavras também é uma fonte de expressividade.

Os recursos estilísticos no nível do som e da palavra estão presentes tanto no texto escrito quanto no oral.

A língua portuguesa é riquíssima em expressividade, e os recursos são numerosos. Entre muitos destes recursos, aqui estão alguns ligados a quatro aspectos: som, palavra, frase e enunciação.

Embora seja comum vincular as questões de estilo ao texto literário, é preciso não esquecer que elas estão presentes em todas as variedades linguísticas e em todos os gêneros. É certo que exemplos de alguns fatos estilísticos são mais facilmente encontrados no texto literário, como na harmonia imitativa, que é peculiar ao texto poético. Mas o desejo de expressar-se vivamente e evidenciar a afetividade é inerente ao ser humano, portanto, os elemenentos lógicos da linguagem sempre serão catalisados pelo sentimento do falante.

É justamente pelo caráter humano e universal das manifestações estilísticas na liguagem que uma das definições de estilo mais citadas diz que “o estilo é o homem”.

A coerência de um texto não está propriamente no texto, ou na simples organização linguística: é uma qualidade que se constrói na leitura e interpretação dos textos, sejam eles verbais ou não verbais.

A multiplicidade de experiências de mundo serve de base para compor o “quebra-cabeças” em que se constitui o texto. Quanto maior for a informação do leitor a respeito do tema, maior sua prontidão para interpretar a continuidade de sentidos, a coerência textual.

A harmonia entre as informações que servem de pistas para estabelecer essa continuidade constitui a coerência textual. Portanto, diferentes leitores, com diferentes informações prévias, com diferentes visões de mundo, podem atribuir níveis de coerência diferentes ao mesmo tempo.

A coerência é um dos fatores de textualidade que permitem fazer de um amontoado de frases um texto. Mas ela não se prende exclusivamente a aspectos linguísticos: é resultado da interação entre os interlocutores – autor e leitor – com o texto, e pelo texto numa dada situação sócio-comunicativa.

A dimensão linguística fornece “pistas” para que, na leitura, seja (re)construído um mundo textual, que pode ou não coincidir com a versão que se tenha do mundo real. A coerência pode estar ligada a uma interpretação, e por isso, depende, em grande parte, das interferências que o leitor seja capaz de fazer a partir das “pista” textuais e de seu conhecimento do tema e do mundo.

Por isso se diz que, para o estabelecimento da coerência textual, contribuem tanto fatores linguísticos quanto aqueles ligados ao contexto situacional, os interlocutores em si, suas crenças e intenções comunicativas, além da função comunicativa do texto.

Em suma, a situação sócio-comunicativa fornece critérios relevantes para as decisões sobre a coerência de um texto; e, como gêneros textuais são construções sócio-comunicativas, a coerência também depende do gênero de um texto.

No nível dos elementos linguísticos, a coerência textual também depende da cooperação do leitor para estabelecer a solidariedade significativa entre as partes de um texto. Muitos subentendidos precisam ser “completados”, muitos “fios condutores” dos raciocínios precisam se identificados.

A partir de conhecimentos e experiências prévias também vão os elementos linguísticos se organizando em continuidades de sentidos. Esses elementos funcionam como pistas para a construção de um mundo textual, no qual a coerência se apóia. O nível de habilidade para detectar e compreender essas pistas pode variar de leitor para leitor, de ouvinte para ouvinte; por isso, coerência não é uma questão de tudo ou nada, mas de gradação de possibilidades.

Com o domínio de habilidades de leitura desenvolve-se a consciência para as estratégias que utilizamos na apreensão dessas pistas textuais.

Nesse processo, torna-se importante o equilíbrio entre as informações que já são de reconhecimento prévio do leitor e as informações novas que o texto pretende trazer.

Outro fato importante é a contextualização de informações, pois pela contextualização é possível perceber como as informações podem ser interpretadas na construção da coerência.

Em suma, é pela coerência textual que se vê – e se faz – a diferença entre um amontoado de palavras e um texto.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Amado - Uma Canção


Vanessa da Mata

Composição: Vanessa da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você


A Língua Padrão


A Língua Padrão


A nossa sociedade é complexa, composta por milhões de pessoas distribuídas por um vasto território e envolvidas numa miríade de atividades diferentes – e assim, precisa estimular uma certa padronização linguística para que a interlocução ampla e supraregional possa se realizar sem maiores embaraços.

Uma sociedade complexa vive atravessada, por tanto, por duas forças: a variação linguística e a manutenção de laços integradores, precisando desenvolver meios de relativa padronização.

A padronização não pode ser entendida como visando aniquilar a diversidade. A variação padrão tem de ser vista como uma em meio às outras variedades, tendo finalidades e usos bastante específicos.

Além de servir à comunicação oral de amplo alcance, a variedade padrão está intrinsecamente ligada à escrita porque esta tem a grande vantangem de poder transceder não só os limites locais, como as próprias fronteiras nacionais.

A variedade padrão, principalmente quando ligada à escrita, terá relativa estabilidade: ela tenderá a mudar menos no tempo do que as variedades da fala. E isso porque a escrita é uma atividade que favorece uma maior atenção às formas da língua pelo fato e a realizarmos de modo mais reflexivo, isto é, ao escrever temos tempo para monitorar detalhadamente nossos passos e, por isso, podemos, ao reescrever ou revisar nossos escritos, fazer ajustes conscientes, bem menos comuns na fala.

Para favorecer a padronização, as sociedades se utilizam de leis de fixação da ortografia, e livros de gramática, além do sitema de ensino e dos testes de escolaridade.

A diversidade linguística e cultural é fator de riqueza e dinamismo social, sendo portanto, altamente desejável. É inevitável considerando o conjunto de atividades que se desenvolvem no interior de uma sociedade humana. Tem finalidades específicas – é uma dentre muitas e não recobre (nem pode recobrir) todas as funções sociais e culturais da língua.

A língua padrão é, portanto, uma construção cultural: os letrados privilegiam certos modos de dizer como aqueles mais adequados em certas atividades de fala e na escrita.


Bibliografia: FARACO, Carlos Alberto. Português: língua e cultura, ensino médio, volume único. Curitiba. Base Editora, 2003.

domingo, 12 de setembro de 2010

Definitivo - Drummond


Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 29 de agosto de 2010

DESPERTAR

Registro fotográfico do DESPERTAR , Turma 01, ANO 2010, na Escola Estadual Desembargador Felipe Guerra, em Triunfo Potiguar, RN. Em breve estaremos realizando o 4º encontro.












quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Política













_ Política _


O que é política?

Política é lutar pelo bem comum, isto é, trabalhar pelo bem de todos os homens; por tudo aquilo que o homem precisa: saúde, educação, casa para morar, terra para trabalhar, comida para comer, segurança, liberdade para pensar e falar. Isso é política em sistema mais geral. Outra coisa é a politicagem.

Política também pode ser definida como lutar objetivando para que um bom partido ganhe as eleições e assuma o poder para resolver os problemas do povo. É a política partidária.

E o que é sociedade?

Podemos dizer que sociedade é o conjunto de todas as pessoas e de todas as leis e organizações que um país precisa para ter uma vida comum. Ou seja, a família, o grupo de amigos, o grupo de trabalho, a igreja, os sindicatos, tudo isso forma o que denominamos de sociedade. Quer dizer: sociedade é o povo de uma nação e a maneira como esse povo se organiza. Todos juntos constroem a sociedade.

Partido político

Como a própria palavra diz, partido é uma parte, um pedaço. O partido representa um pedaço da sociedade.

Assim como as ferramentas do pedreiro são a pá e a colher para fazer a casa e as do trabalhador rural são a enxada e a chibanca para cultivar a terra, o partido é uma ferramenta criada por uma parte da sociedade para chegar ao povo. Bom, alguns dizem que existem partidos que defendem os interesses dos pobres e os partidos que defendem os interesses dos ricos. Sob essa perspectiva, poderíamos dizer que há partidos que defendem os interesses daqueles que compoẽm a classe alta da sociedade, mantendo-os no poder, dominando para que sua classe continue gozando vantagens e privilégios, e, os que defendem os interesses dos pobres que lutam por uma sociedade organizada de forma diferente da sociedade que ainda temos hoje – injusta, discriminadora, excludente , preconceituosa e desigual.

Defender os melhores interesses é querer uma sociedade mais justa, mais humana, igualitária, onde homens, mulheres e crianças sejam respeitadas mesmo em meio às suas diferenças e particularidades, independente de cor, raça, religião, classe social, opção sexual, mas que vivam bem, tendo casa para morar, comida, oportunidade para trabalhar, e terra para plantar, assistência à saúde e uma educação de qualidade.

Alguns partidos políticos

PDS – Partido Democrático Social. É a antiga ARENA.

PFL – Partido da Frente Liberal. Com formação inicial por membros que vieram do PDS

PTB – Partido Trabalhista Brasileiro.

PDT – Partido Democrático Trabalhista. Herdeiro político do antigo PTB.

PL – Partido Liberal.

PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

PCB – Partido Comunista Brasileiro. É um dos mais antigos do Brasil. Foi fundado em 1922, contudo viveu por muitos anos sem ser reconhecido pela lei.

PC do B – Partido Comunista do Brasil – Também um dos partidos mais antigos do Brasil. O PCB e o PC do B foram um só partido até 1962, quando houve uma divisão e ficaram dois partidos comunistas.

PT – Partido dos Trabalhadores. O partido de Lula. Nasceu dos movimentos de trabalhadores de São Paulo, como partido independente, formado e dirigido por trabalhadores.