terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Linguística Aplicada















O que é Linguística Aplicada?

A Linguística Aplicada é uma ciência social, já que seu foco é em problemas de uso da linguagem enfrentados pelos participantes do discurso no contexto social, isto é, usuários da línguagem ( leitores, escritores, falantes, ouvintes) dentro do meio de ensino/aprendizagem e fora dele ( por exemplo, em empresas, consultório médico, etc. )

O objetivo de investigação da L A é a linguagem como prática social, seja no contexto de aprendizagem de língua materna ou de outra língua, seja em qualquer outro contexto em que surjam questões relevantes sobre o uso da linguagem.

A Línguística Aplicada nasceu como uma disciplina voltada para os estudos sobre ensino de línguas estrangeiras e hoje se configura como uma área imensamente produtiva, responsável pela emergência de uma série de novos campos de investigação transdisciplinar, de novas formas de pesquisa e de novos olhares sobre o que é a ciência.

Cavalcanti ( 1986, p. 50) registra que a L A " foi vista durante muito tempo como uma tentativa de aplicação de Linguística ( teórica ) à prática de ensino de línguas", ou seja, voltada para as questões de métodos e técnicas de ensino. Essa tendência ainda é forte na área, mas muitas outras questões emergiram dos contextos escolares, profissionais e midiáticos.

A Linguística Aplicada também é descrita como um campo de pesquisa e de prática interdisciplinar lidando com problemas práticos da linguagem e da comunicação que podem ser identificados, analisados ou resolvidos com a aplicação de teorias disponíveis, métodos e resultados da Linguística ou desenvolvendo novos arcabouços teóricos e metodológicos para lidar com esses problemas.

A Linguística Aplicada difere da Linguística geral, principalmente no que diz respeito à sua orientação explícita em direção à prática, aos problemas do dia-a-dia relacionados com a linguagem e a comunicação.

OS PROBLEMAS com os quais a LINGUÍSTICA APLICADA lida vão dos aspectos da competência linguística e comunicativa do indivíduo, tais como a aquisição de primeira ou segunda língua, letramento, distúrbios de linguagem, etc, a problemas relacionados com linguagem e comunicação nas sociedades e entre as sociedades como, por exemplo, a variação linguística e a discriminação linguística, o multilinguismo, o conflito linguístico, a política linguística e o planejamento linguístico.

MENEZES, V.; SILVA, M. M.; GOMES, I. F. Sessenta Anos de Linguística Aplicada: De Onde Viemos e para Onde Vamos. In: PEREIRA, R. C.; ROCCA, P. Linguística Aplicada: Um Caminho com diferentes acessos. São Paulo. CONTEXTO, 2009.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Gestar II - Gêneros e Tipos Textuais



Gêneros e Tipos Textuais



( Texto baseado no caderno de Teoria e Prática - TP 3 de Língua Portuguesa )






Gêneros textuais são maneiras de organizar as informações linguísticas de acordo com a finalidade do texto, com o papel dos interlocutores e com as características da situação.

Aprendemos a reconhecer e utilizar gêneros textuais no mesmo processo em que "aprendemos" a usar o código linguístico: reconhecendo intuitivamente o que é semelhante e o que é diferente nos diversos textos.

Do mesmo modo que desenvolvemos uma competência linguística quando aprendemos o código linguístico, desenvolvemos uma competência sociocomunicativa quando apreendemos comportamentos linguísticos. A identificação dos gêneros está incluída nesta competência sociocomunicativa.
Toda comunicação se dá por textos. E todo texto, por sua vez, se realiza em um gênero.

Gêneros textuais são realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sociocomunicativas; é a situação de produção de um texto que determina em que gênero ele é realizado. Por isso, gêneros não se definem por aspectos formais ou estruturais da língua: estão ligados à natureza interativa do texto, ou seja, à sua funcionalidade, ao seu uso. É pelo desenvolvimento da competência sociocomunicativa que aprendemos a organizar e identificar os diferentes tipos de gêneros textuais.

Como o gênero é uma unidade sociocomunicativa, a sistematização no aprendizado e no ensino dos gêneros leva em consideração várias características, que podem ser ligadas ao tema, ao modo de organizar as informações no texto, ou ao uso que se faz do texto nas práticas sociais e discursivas.
Algumas vezes, um texto é intencionalmente usado em um contexto, uma situação sociocomunicativa, diferente do contexto em que o gênero é normalmente produzido. Consegue-se, com isso, um efeito comunicativo de impacto, mas um outro gênero é produzido.
Também o oposto pode acontecer: informações diferentes podem ser organizadas segundo um mesmo padrão e, apesar de diferentes textos, o mesmo gênero é realizado.
O mais importante, porém, é reconhecer que a identificação, e consequentemente classificação, de gêneros resulta de um "jogo" de fatores linguísticos e sociais; cada um desses fatores sozinho não pode ser utilizado para classificar um determinado gênero. Mas ainda: os textos também podem apresentar uma mistura de gêneros, com predominância de um . Por isso as classificações devem sempre levar em consideração a finalidade para a qual o texto é construído.

Tanto os textos considerados literários, quanto os não literários, são assim classificados por um conjunto de fatores que não podem ser considerados isoladamente. Dependendo da função maior que um texto exerce na interação, sua classificação pode variar. Nem o tema, nem a maneira de organizar e explorar o vocabulário podem, por si só, justificar uma classificação.
Os textos considerados literários põem, em geral, em relevo o plano da expressão, da sonoridade, do jogo de imagens, mas a definição do que seja texto literário, ou poético, pode variar, segundo as escolas literárias.
Em geral, os textos não-literários ( funcionais ou utilitários ) têm como finalidade maior a informação e, por isso, aspectos estéticos da linguagem - ou a exploração do plano sonoro ou da linguagem figurada - são considerados em segundo plano.

Podemos considerar que os gêneros dividem-se em dois grandes grupos: os literários e os não-literários. Entre os literários está o gênero poético, composto por poemas. Nesta seção comparamos dois poemas para identificar neles características que permitem assim classificá-los.
A maneira de trabalhar com as palavras, explorando sua sonoridade, suas significações, as imagens sonoras e poéticas que criam, constitui o traço mais marcante do gênero poético. Essas características associadas à finalidade da produção de um gênero poético, ao papel que se espera dos interlocutores, compõem o que chamamos a função sociocomunicativa do gênero poético.
No gênero poético, a função sociocomunicativa visa à exploração estética da linguagem, tanto para quem produz quanto para quem lê, ou ouve. Por isso, os temas do gênero poético podem ser bem diversificados e cada época e lugar, ou cada escola literária, costuma definir suas prioridades temáticas. Também as exigências formais, como de rimas ou métricas, variam de época, ou de escola para escola literária.
Apesar de todas essa possibilidades de variação, o texto literário se caracteriza pela exploração de imagens que as palavras podem criar e pela finalidade de proporcionar prazer aos leitores ou ouvintes.

O cordel - gênero textual com origem na Idade Média, que ainda hoje tem uma função social de ensinamento, de aconselhamento, de transmissão de informações.
Quanto à forma, apresenta características do gênero poético, com rima, métrica e disposição das informações em verso.
Originalmente uma narrativa oral popular, o texto de cordel conserva marcas de oralidade e a forma em verso tem o objetivo de facilitar a memorização para ouvintes muitas vezes analfabetos. Representa também uma transição entre a cultura popular e a literária.
Como os gêneros ficam marcados por sua história, por seu uso, as mudanças no cordel, e nas funções que desempenham ao longo de sua história, confirmam a caracterização do gênero como produto histórico, ligado às condições de sua produção e à situação sociocomunicativa.
É pelo conjunto de características, não apenas por uma ou outra isoladamente, que se pode dizer que este é um gênero poético, e que, no âmbito desse gênero, recebe a subclassificação de cordel, por apresentar, predominantemente, forma em verso, finalidade de acompanhamento, marcas de oralidade, público original muitas vezes analfabeto, temas do cotidiano.

Tipos textuais: Definem-se pela forma em que as informações são organizadas nos textos; pela predominância das categorias gramaticais que levam o leitor/ouvinte a compreender o texto. Estas estruturas linguísticas servem de "pistas" para a construção da significação textual: uma sequência descritiva pode comparada a um retrato, ou a uma pintura; uma sequência narrativa pode ser comparada a um filme.
Nas sequências descritivas, a ordenação dos fatos ou episódios não é relevante. As sequências narrativas, ao contrário, caracterizam-se justamente pela "evolução" dos fatos, pela mudança de estado, pelas relações de consequência.
Como os tipos costumam aparecer mesclados nos textos empíricos, às vezes, torna-se difícil distinguir as sequências exatamente; só pelo reconhecimento da predominância de um dos tipos, com uma leitura global do texto, é que isso se torna possível.

Sequências tipológicas: Sequências tipológicas injustivas ou instrucionais têm por objetivo instruir o leitor/ ouvinte sobre alguma coisa. Por isso, as formas verbais mais frequentemente empregadas estão no modo imperativo. Por delicadeza, para utilizar uma linguagem mais polida, a intenção de ordem pode ser expressa por perguntas ou por incentivos a alguma ação. O importante é que sequencias instrucionais caracterizam-se por fazer o interlocutor executar alguma ação. A ordenação das ações, por isso, pode ser relevante e a sequenciação entre os enunciados pode corresponder a uma conexão necessária entre os atos a executar.
Sequências preditivas têm por objetivo fazer o leitor/ ouvinte acreditar em um estado de coisas que ainda está para acontecer. Por isso, predominam os verbos nos tempos futuros e os conectores lógicos não são importantes. Pode-se perceber, formalmente, uma semelhança com a descrição de uma situação futura: uso de verbos de estado e de frases nominais.
Como acontece com os demais tipos textuais, o mais frequente é a ocorrência das sequências instrucionais e preditivas mescladas a outros tipos textuais, muitas vezes como parte de outros tipos predominantes.
Enquanto o tipo descritivo enumera as características de um ser ( pessoa ou coisa ) e o narrativo apresenta uma sequência de ações, o tipo dissertativo caracteriza-se por descrever, interpretar, explicar ou expor idéias ou conceitos.
Quando o objetivo explícito do texto é apenas apresentar as idéias, sem objetivar convencer o leitor/ ouvinte, dizemos que se trata de texto expositivo.
Quando existe o objetivo explícito de fazer o leitor/ ouvinte acreditar nas idéias expostas, dizemos que o tipo é argumentativo.
Um texto dissertativo organiza-se sempre em torno de uma idéia central, para a qual outras idéias ( secundárias) servem de apoio. Essa idéia central pode ser denominada tese; as outras são argumentos que dão sustentação à tese.
É comum o texto dissertativo, especialmente o argumentativo, fazer uso de citações de outras pessoas, como também é comum utilizar sequências de outros tipos como parte do desenvolvimento de suas idéias.

Os critérios de definição para gêneros textuais incluem, além do plano composicional - ou das estruturas linguísticas -, fatores "exteriores" ao texto: os objetivos, os interlocutores, as relações sociais entre eles, a formalidade e as exigências da situação, etc. Esses fatores são historicamente construídos e, apesar da aparente liberdade na construção dos gêneros, o falante mais atende a "direcionamentos" culturais para suas escolhas do qual faz, de fato, valer seu arbítrio.
Os tipos textuais, definidos pela predominância das características linguísticas, compõem o plano composicional dos gêneros: aparecem na forma de organização do texto. Podem servir também como parte da classificação dos gêneros quando são necessários ou ocorrem com muita frequencia em um ou outro.
De qualquer maneira, é inevitável a articulação entre gêneros e tipos, pois nestes se constróem linguisticamente aqueles.

Partindo-se do pressuposto de que é impossível nos comunicarmos sem realizar um gênero, temos também que reconhecer que há sequencias de enunciados que as estruturam linguisticamente de acordo com uma certa forma de organizar as informações no pensamento. Essa construção mais formal, mais teórica, definida pela natureza linguística de sua composição, chamada tipo textual, integra o plano composicional dos gêneros, e serve, muitas vezes, para caracterizá-los.
Assim, um gênero compõe-se de várias sequências tipológicas diferentes, e as variadas sequências tipológicas que compõem um gênero também podem ser muito heterogêneas, mas estão sempre muito interligadas, pois prestam-se à finalidade da realização desse gênero.
É por um conjunto complexo de propriedades comunicativas, estilísticas e composicionais que distinguimos um gênero de outro, não apenas por uma delas. É na dimensão composicional que podem ser focalizadas as sequências tipológicas.










sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

GESTAR II

Ultima Oficina do Gestar II realizada em 2009 Oficina VII


A sétima oficina do GESTAR II ocorreu neste dia 27/11/2009 e teve duração de 04 horas.

O encontro foi iniciado com o Estudo minucioso da Unidade 20 – Relações Lógicas no texto, cujo objetivo foi a oportunidade de compreender e sistematizar marcas lingüísticas de relações lógicas do texto.

Trabalhamos as seções 01 – A lógica do texto, 02 – A negação, e, 03 – Os significados implícitos.

Por meio de tais seções, através da analise dos conteúdos e atividades trabalhadas pudemos alcançar nossos objetivos.

I – Identificar relações lógicas de temporalidade e de identidade na construção de sentido do texto.
II – Analisar efeitos de sentido decorrentes de negação.
III – Analisar relações lógicas de construção de significados implícitos na leitura e produção de textos.

A oficina foi desenvolvida através de um estudo coletivo, pautado na discussão e na socialização da compreensão e do entendimento dos gestaleiros participantes, alem do desenvolvimento das atividades propostas.

Leitura compartilhada para encerramento do encontro.

Dinâmica.

Avaliação.
















sábado, 19 de dezembro de 2009

GESTAR II



- III e Última Etapa em Natal RN -



A última etapa da formação presencial do GESTAR II, ocorreu em Natal, RN, no PraiaMar Hotel, nos dias 17 e 18 de dezembro.

O encontro teve como objetivos: Socializar as experiencias na formação municipal; Avaliar o trabalho já desenvolvido pelos coordenadores e formadores; Socializar experiencias, portifólio e blog; Avaliação do Gestar II e encaminhamentos.

procedimentos: Dia 17 - Acolhimento; Distribuição do planejamento; Vídeo: ' Fronteiras digitais"; Resenha eletronica; Orientações para o encaminhamento do seminário; Seminário sobre os trabalhos desenvolvidos nos municípios, a partir dos seguintes pontos: * estratégias criadas para acompanhar e dinamizar o Programa Gestar II, * apresentação do Gestar II para a comunidade escolar, * listar dificuldades e demandas, * avaliação do formador/ cursista, * vantagens e desvantagens do programa; Vídeo: " metodologia ou tecnologia" (reflexão ).

Cada município teve o tempo determinado para a apresentação do seminário.

Dia 18 - Acolhida; Power point: " O abraço salvador"; continuação dos seminários por município; Levantamento de dificuldades e encaminhamentos; Avaliação do Gestar II, Autoavaliação dos formadores e coordenadores; Encaminhamentos para a avaliação dos cursistas; Confraternização ( gestaleiro oculto ); Mensagem final.

Municípios participantes: Caicó, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Currais Novos, Equador, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Jucurutu, Lagoa Salgada, Paraú, Parelhas, São Rafael, Serra Negra e Triunfo Potiguar.

Texto Reflexivo



Professores Apaixonados


Professores e professoras apaixonados acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nenhum pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro.
Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento. Saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfase, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para suas férias, e contando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de protestar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada.
( ... )
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável!
Gabriel Perissé

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

GESTAR II















Apreciação de Uma Obra





Júlio César - " Shakespeare"



William Shakespeare não foi só o maior poeta, escritor e dramaturgo da Língua inglesa. Para mim, um dos melhores. Seu trabalho, textos e obras tornam-se atrativas por abordarem temas e assuntos até os dias atuais presentes em nossa sociedade: qual jovem que não sonha com a paixão verdadeira e o amor que rompe barreiras como o de Romeu e Julieta? A obra de Shakespeare conhecida mundialmente, e, que aborda a maior tragédia romântica.

Quem nunca foi traído? Quem nunca sentiu ingratidão? Quem nunca foi injustiçado? Que político ou quantos homens hoje não são capazes dos mais ardilosos planos para a obtenção do poder, de uma posição social de destaque na sociedade?

Sobre esses temas Shakespeare nos leva a refletirmos e discutirmos em suas obras.

Júlio César é uma tragédia escrita entre 1599 -1600. A história se passa em 44 a.C. Conta o famoso assassinato de César – grande general do senado. Um homem que defendia seu povo, dando-lhes grandes vitórias. O assassinato se dá através da manipulação política, por meio de discursos carregados de corrupção e traição.

O povo romano quer entronizar César, como imperador. Mas Cássio e Casca, convencem Brutus, a juntar-se a eles, numa trama, contra o general do senado. Argumentando com elementos, que conseguem, o apoio do Brutus; que ama César. Mas não menos a Roma.

Um vidente adverte César, com os idos de Março, mas este não dá muita atenção a sua profecia. Antes de ir ao senado, no dia do assassinato, sua esposa Calpúrnia, pede para que não vá, e conta-lhe um terrível sonho. Mas ele trata esta advertência com desdém.
No senado os conspiradores, apunhalam-no. Sendo “Brutus” o último a golpeá-lo. Daí surge o: “Até tu, Brutus?”.

Em justificação ao assassinato, Brutus discursa em grande estilo retórico, com fortes argumentos, eloquência, sobre o assassinato. Induzindo a população a crer, na (suposta) ambição de César. Acusando-o, de pretensões a escravizar o povo, e dizendo ter matado-o, por amor a Roma. Finalizando brilhantemente o discurso, com: “Guardarei o mesmo punhal, para mim próprio, quando minha Pátria necessitar, que eu morra”.

Com a permissão de Brutus, e dos demais traidores, discursa Marco Antônio – jovem, protegido de César, em retórica impecável, diante do cadáver. Fazendo a multidão refletir; reconhecer a injustiça. E ir contra os culpados - que fogem. E Marco Antônio, unindo-se a Octávio e Lépido, começa a busca. O fantasma de César aparece a Brutus, deixando-o perturbado. No dia seguinte, este e Cássio, cometem suicídio.
Octávio e Marco Antônio assumem o poder. Reconhecendo Brutus como pessoa sensata.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

English in the Classroom




Mary Shelley

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Mary Shelley (nascida Mary Wollstonecraft Godwin; 30 de Agosto de 1797 – 1º fevereiro de 1851) foi uma escritora britânica, de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa, e escritora de literatura de viagens, mais conhecida por sua novela gótica Frankenstein: ou O Moderno Prometeu (1818).
Ela também editou e promoveu os trabalhos de seu marido, o poeta romântico e filósofo Percy Bysshe Shelley. Seu pai foi o filósofo político William Godwin, e sua mãe a filósofa e feminista Mary Wollstonecraft.
A mãe de Mary Godwin morreu quando ela tinha 10 dias de nascida; mais tarde, ela e sua meia-irmã, Fanny Imlay, foram criadas por seu pai. Quando Mary tinha quatro anos, Godwin casou-se com uma vizinha, Mary Jane Clairmont. Godwin deu a sua filha uma rica e informal educação, encorajando-a a aderir às suas teorias políticas liberais. Em 1814, Mary Godwin iniciou um relacionamento amoroso com um dos seguidores políticos de seu pai, o casado Percy Bysshe Shelley. Junto com a irmã adotiva de Mary, Claire Clairmont, eles partem para a França e viajam pela Europa; uma vez retornando a Inglaterra, Mary fica grávida de Percy. Durante os próximos dois anos, ela e Percy enfrentam o ostracismo, dívidas e a morte da filha prematura. Eles se casaram em 1816 após o suicídio da primeira mulher de Percy Shelley, Harriet. Em 1816, o famoso casal passou o verão com Lord Byron, John William Polidori, e Claire Clairmont próximos de Genebra, Suíça, onde Mary concebe a idéia de sua novela Frankenstein.
Os Shelleys deixam a Grã-Bretanha em 1818 e vão para a Itália, onde o segundo e o terceiro filhos morrem antes do nascimento de seu último e único sobrevivente filho, Percy Florence. Em 1822, seu marido afogou-se quando seu barco afundou durante uma tempestade na Baía de La Spezia. Um ano depois, Mary Shelley retornou a Inglaterra, devotando-se, desde então à educação de seu filho e à carreira como autora profissional. A última década de sua vida foi marcada pela doença, provavelmente causada pelo tumor cerebral que a iria matar aos 53 anos de idade.
Até os anos 70, Mary Shelley era conhecida principalmente por seus esforços em publicar os trabalhos de Percy Shelley e pela novela Frankenstein, que permanece sendo lida mundialmente e tendo inspirado muitas peças de teatro e adaptações para o cinema. O currículo escolar recente rendeu uma visão mais compreensiva das realizações de Mary Shelley.
Estudantes demonstraram mais interesse em sua carreira literária, particularmente suas novelas, que incluem novelas históricas Valperga (1823) e The Fortunes of Perkin Warbeck (1830), a novela apocalíptica The Last Man (1826), e suas últimas duas novelas, Lodore (1835) e Falkner (1837). Estudos de seus últimos trabalhos conhecidos como o livro de viagem Rambles in Germany and Italy (1844) e os artigos biográficos de Dionysius Lardner's, Cabinet Cyclopaedia (1829–46) serviram de base e visualização de que Mary Shelley permaneceu uma política radical por toda a vida. O trabalho de Mary Shelley frequentemente discute que essa cooperação e simpatia, particularmente praticada pelas mulheres na família, eram maneiras de se reformar a sociedade civil. Essa visão foi um desafio direto ao caráter romântico individualista promovido por Percy Shelley e as teorias políticas iluministas articuladas por seu pai, William Godwin.